<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613</id><updated>2011-04-22T00:54:53.214Z</updated><title type='text'>freira dadaísta</title><subtitle type='html'>as a fuck son, you suck.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://freiradadaista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-95972375</id><published>2003-06-24T06:16:00.000Z</published><updated>2003-06-24T06:59:42.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.swans.pair.com/GALLERY/87-97/88mg_live3.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Michael Gira&lt;/b&gt;, poeta e maestro dos &lt;b&gt;Swans&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última edição da Wire vem, para lá de uma pequena entrevista com os fabulosos Animal Collective [ entrevista para breve na &lt;a href="http://www.aputadasubjectividade.net"&gt;Puta&lt;/a&gt; ], ou ainda de um pedaço de texto-manifesto apaixonado da Lydia Lunch, um excelente artigo com o &lt;b&gt;Michael Gira&lt;/b&gt;, líder dos defuntos &lt;b&gt;Swans&lt;/b&gt;. Trabalhando agora com a sua nova banda, os Angels of Light, editados no seu próprio selo, a &lt;a href="http://www.younggodrecords.com"&gt;Young God Records&lt;/a&gt;, Gira continua intenso e poético como sempre, mas dentro de mim, sagrada mesmo, é a música que produziu com os Swans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa carreira bastante heterogénea, os curiosos que nunca os ouviram terão que ter muito cuidado por onde começar, quer por razões estilísticas, quer por razões de integridade emocional. Os Swans foram das poucas bandas realmente perigosas da história do rock. Perigosos como, por exemplo, os Joy Division o foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de há alguns anos estar uma noite na casa de um antigo amigo, às tantas da manhã com uma directa em cima a ver k7s antigas dele com gravações do 120 Minutes, a bíblia televisiva do indie/avant-garde nos anos 90, extinto programa da MTV. Lembro-me do riso sólido do meu amigo, de olhos abertos, quando se disse que iria rodar o "novo single dos Swans", "Love of Life". Fiquei com a curiosidade espicaçada. Lembro-me de não me lembrar se tinha respirado nos minutos que se seguiram. Sei que nunca tinha ouvido ou visto nada assim. As imagens seguiam-se como flashes, padrões psicadélicos entrecortados com caras e símbolos numa velocidade excessiva, enquanto um som massivo, impressionantemente imponente, demolidor, rodeava uma voz messiânica, possessa, que entoava frases repetidamente, mudando-as constantemente de forma &lt;i&gt;quasi&lt;/i&gt;-subliminar, hipnótica, marcial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“For The Love Of Life&lt;br /&gt;For The Love Of Life&lt;br /&gt;In The Light Of Life&lt;br /&gt;In The Love Of Light&lt;br /&gt;And The Strong Survive&lt;br /&gt;For The Love Of Life&lt;br /&gt;And The Strong Will Rise&lt;br /&gt;In The Endless Light&lt;br /&gt;For The Blood Of Life&lt;br /&gt;For The Love Of Life&lt;br /&gt;In The Bloodless Light&lt;br /&gt;For The Love Of Light&lt;br /&gt;In The Blood Is Light&lt;br /&gt;In The Light Is Life&lt;br /&gt;For The Love Of Life&lt;br /&gt;For The Love Of Life&lt;br /&gt;In The Endless Light&lt;br /&gt;In The Blood Of Life&lt;br /&gt;Now The Strong Will Rise&lt;br /&gt;For The Love Of Light&lt;br /&gt;In The Bloodless Light&lt;br /&gt;Now The Strong Survive&lt;br /&gt;For The Love Of Life&lt;br /&gt;For The Blood Of Life&lt;br /&gt;And The Heavens Come&lt;br /&gt;For The Strongest Ones&lt;br /&gt;In A Universe&lt;br /&gt;Made Of Blood And Love&lt;br /&gt;In The Blood Is Light&lt;br /&gt;In The Light Is Life&lt;br /&gt;For The Love Of Life&lt;br /&gt;For The Love Of Life”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-me a melhor coisa que já tinha ouvido em toda a minha vida, que não o era nem é, claro. Mas cada melhor coisa do mundo inteiro tem essa capacidade de o parecer na altura em que o é em nós. Não me recordo se horas a seguir, se no dia seguinte, fui à Feira da Ladra com um outro amigo procurar discos deles. Comprei uma edição numa elegante caixa de cartão que inclui os álbuns &lt;b&gt;Cop&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Greed&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Holy Money&lt;/b&gt; e ainda o EP &lt;b&gt;Young God&lt;/b&gt; [ é exactamente daí que os suíços tiraram o nome, sim ].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que comprei foi exactamente dois CD’s com os álbuns de estúdio da era mais perigosa dos Swans, todos eles, ali, à minha espera. Os Swans, sempre minimais, trataram durante toda a sua carreira de alguns – todos? - os grandes temas líricos. Vocês sabem do que eu estou a falar: Alma/Corpo, Amor/Ódio, Prazer/Dor, Posse/Perda, Mestre/Súbdito, Sangue, Paixão, Estrelas, Escravidão. Tudo isto bem separado, ou muito bem misturado ao ponto da confusão sensorial. &lt;i&gt;In extremis&lt;/i&gt;, não é, por vezes, o ódio amor? A dor prazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, estes trabalhos da primeira fase dos Swans, compreendida estilisticamente entre 82 e 86, é, que me lembre, a música mais deprimente, brutal e dolorosa que conheço. Cada pulsar da bateria um duro pontapé no estômago, e a batida não pára. Cada nota na guitarra uma violenta facada, e o sangue continua a sair. Monolítica, primal, gutural, é poluição e dor, exorcizadas a partir da recepção das mesmas em excesso. Fisicamente esgotante, punitiva, o poder desta música é multiplicado pela tempestade em tumulto que é a voz de Gira, simultaneamente espectral e gutural. Deixo a letra, na íntegra, um dos mais magníficos hinos desta época da banda, “A Hanging”, de &lt;b&gt;Holy Money&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dear God In Heaven &lt;br /&gt;I Feel For You &lt;br /&gt;Dear God In Heaven &lt;br /&gt;I Feel For You &lt;br /&gt;I'll Hang For You &lt;br /&gt;I Feel For You &lt;br /&gt;I'll Hang For You &lt;br /&gt;I Feel For You &lt;br /&gt;I'll Hang Myself &lt;br /&gt;I Feel Myself In You &lt;br /&gt;I'll Hang For You &lt;br /&gt;I Love Myself In You &lt;br /&gt;Dear God In Heaven &lt;br /&gt;I Feel For You &lt;br /&gt;Dear God In Heaven &lt;br /&gt;I Feel For You &lt;br /&gt;I Won't Do Anything &lt;br /&gt;I Won't Do Anything &lt;br /&gt;I'll Remember Everything &lt;br /&gt;I'll Remember Everything &lt;br /&gt;Dear Dear God In Heaven &lt;br /&gt;I Feel Myself In You &lt;br /&gt;Dear God In Heaven &lt;br /&gt;I'll Hang For You”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gira mártir-corpo consciente, súbdito, em êxtase de desprendimento total, amor, masturbação, purificação, morte, enquanto que Jarboe - na altura recente membro da banda e uma das mulheres da vida de Gira - faz ressoar o seu canto fúnebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jarboe, por sua vez, é um caso muito particular na relação que cria com alguns ouvintes, sei-o porque já conheci quem partilhasse da mesma sensação. Trata-se de uma relação quase maternal, sagrada, apaziguadora, mas ao mesmo tempo sexual, sem que ela emane realmente algo libidinoso, como na &lt;i&gt;Pietà&lt;/i&gt;. Para tentarem perceber isto podem ouvir a mágica “Blackmail”, também de &lt;i&gt;Holy Money&lt;/i&gt;. Ressalve-se, de qualquer das maneiras, que Jarboe andou ali num limbo estético muito duvidoso (aquelas tranças finas descoloradas mid-80’s não lembram a ninguém, nem o recente look de Santa Maria do S&amp;M), portanto não se ponham aí com ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, com Jarboe bem sedimentada criativamente dentro do grupo, começou uma era não menos intensa, mas a “perigosidade” de que falava esmoreceu um pouco. Vieram até a aparecer, inclsuive, as guitarras acústicas, e, pior ainda, Gira parece que ficou mesmo apaixonado [eek]. Um ciclo novo começava, mas disso falarei – ou não – noutra altura. Os Swans viriam ainda a produzir a sua obra-prima, o canto de cisne consiente &lt;b&gt;Soundtracks For The Blind&lt;/b&gt; e um duplo ao vivo, dos meus álbuns de sempre, o monumental &lt;b&gt;Swans Are Dead&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser compreender melhor tudo isto, o &lt;a href="http://www.swans.pair.com"&gt;site oficial&lt;/a&gt; da banda tem uma série de dados interessantes, todas as letras da banda, bem como uma fascinante entrevista que não consigo encontrar em que Gira falava da sua incrível vida na fuga que fez pela Europa e Norte de África, desde os seus 14 aos seus 16 anos, altura em que foi expulso - penso que - da Turquia, depois de preso, por tráfico intercontinental da drogas pesadas. Se a voltar encontrar farei um link na freira, já que é muito importante para compreender a pessoa de Michael Gira, e, consequentemente, obra dos Swans, bem como este abismal primeiro período da banda, que inclui, para lá dos registos referidos, o EP &lt;b&gt;Filth&lt;/b&gt; e o álbum ao vivo, &lt;b&gt;Body To Body, Job To Job&lt;/b&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-95972375?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95972375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95972375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#95972375' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-95837589</id><published>2003-06-19T19:31:00.000Z</published><updated>2003-06-19T19:50:42.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.grunthos.demon.co.uk/images/Nick_Drake.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nick Drake&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"When I was younger, younger than before, I never saw the truth hanging from the door.&lt;br /&gt;And now I'm older, see it face to face. Now I'm older, gotta get up, clean the place.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I was green, greener than the hills where the flowers grew and sun shone still.&lt;br /&gt;Now I'm darker than the deepest sea. Just hand me down, give me a place to be.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I was strong, strong in the sun. I thought I'd see when day is done.&lt;br /&gt;Now I'm weaker than the palest blue.  Oh, so weak in this need for you."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Place to Be" . in &lt;b&gt;Pink Moon&lt;/b&gt; (Island, 1972)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc000/c011/c0117537105.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dois dias do início do Verão parece-me bem partilhar um dos meus álbuns preferidos para esta época, que é, também, dos meus discos favoritos de sempre, independentemente do estio. &lt;b&gt;Pink Moon&lt;/b&gt; é daquelas raras obras de arte que é capaz de nos salvar em alturas menos boas, relembrar-nos da importância da paciência, mostrar-nos um caminho que desconhecíamos. Um canto multicolor e angélico de um génio que o tempo levou cedo demais. Dos 28 minutos em música que mais vezes me fizeram carregar no botão que diz "repeat all", dias inteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drake, eternamente num sítio bonito, em vida a ler o seu Shakespeare debaixo de uma árvore em Tanwarth-in-Arden ou a ouvir Bach no cadeirão na sala, é das figuras mais belas e misteriosas da música do séc. XX. Aos 24 anos gravou esta, a sua última obra editada em vida, a mais directa e fantástica de todas. À excepção do piano no tema título - que gerou o começo de um conhecimento da sua obra para um público bem mais visto, após a sua utilização num anúncio da Volkswagen há alguns anos -, é um álbum só com Drake, a brisa serena da sua voz maravilhosamente direccionada pela sua inteligência melódica suportada, pela preciosa musicalidade da sua técnica de guitarra acústica, a continuação espiritual e física do seu corpo criativo, despontando cantos singulares, paralelamente e em simultâneo, a ressoarem de toda a sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"From The Morning"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A day once dawned, and it was beautiful. A day once dawned from the ground.&lt;br /&gt;Then the night she fell and the air was beautiful. The night she fell all around.&lt;br /&gt;So look see the days, the endless coloured ways,&lt;br /&gt;and go play the game that you learned from the morning.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And now we rise and we are everywhere. And now we rise from the ground.&lt;br /&gt;And see she flies, she is everywhere. See she flies all around.&lt;br /&gt;So look see the sights, the endless summer nights&lt;br /&gt;and go play the game that you learned from the morning."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um compositor para gerações posteriores à sua, Drake foi bastante ignorado na sua altura, muito por causa das suas raríssimas aparições em público, bem como pelo cariz secretista destas. Um doce gigante de dois metros, Nick Drake, em toda a sua calma e sabedoria é um dos proverbiais "shelters from the storm", para sempre presente no sítio onde o tempo pára e sorri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-95837589?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95837589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95837589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#95837589' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-95814938</id><published>2003-06-19T03:55:00.000Z</published><updated>2003-06-19T04:02:29.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Les Glaneurs Et La Glaneuse&lt;/b&gt; (2000) . de Agnès Varda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme que não fui ver quando estreou por cá, principalmente por causa da imagem com que fiquei. Um filme sobre respigadores e uma respigadora? Ainda por cima um documentário? Francês? Seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reacção preconceituosa que nada tem que ver com a beleza do filme. E está lá ela, bem viva e real. Uma &lt;i&gt;road trip&lt;/i&gt; feita por Varda ao longo de França com uma máquina digital na sua mão rugosa, em sorriso doce para a morte. Procura quem, de uma forma ou de outra, tenha gosto em buscar as sobras, os restos, o "lixo" dos outros, partindo do modelo dos já quase extinto hábito de respigar. A cineasta respigadora belga vai encontrando ao longo do seu percurso várias pessoas que devem parte da sua sobrevivência, seja ela física e/ou artística, aos excessos consumistas de uma sociedade que se sente obrigada - conscientemente ou não - a actualizar-se de novos bens, ou que tem receio de comer coisas que já passaram um dia do prazo, que não está devidamente habituada a dar o que não precisa ou a partilhar. Há o senhor com mestrado e curso em biologia que vai todos os dias, muito cedo de manhã, à procura das sobras dos vegetais e da fruta do dia anterior, para depois vender revistas cujos fundos vão para uma organização de caridade, para depois dar aulas de aprendizagem de escrita sem receber. O sem-abrigo que vai regularmente buscar uns valentes kilos de batatas dentro das toneladas que são deitadas fora por serem grandes ou pequenas demais para a estética do consumidor. Há o outro senhor que faz toda a sua arte a partir de coisas que encontra perto dos caixotes do lixo. Todos gritantemente com cara de boas pessoas, simples, como já me desabituo de ver hoje em dia na cidade. Uma grande lição dada por seres humanos que se mantiveram conscientes da possibilidade e naturalidade do aproveitamento dos excessos de produção, ridículos e trágicos. Humildecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os interessados que estão a ler este post no dia certo, o filme ainda passa hoje, pelas 21.45, no Cine Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-95814938?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95814938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95814938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#95814938' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-95699118</id><published>2003-06-16T01:18:00.000Z</published><updated>2003-06-16T03:22:08.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Terminou hoje a 19ª edição do Festroia. Foi provavelmente a edição mais fraca que já vi do festival, ainda que talvez tenha sido aquela, tirando a do ano passado, em que vi menos filmes, principalmente por culpa da pouca qualidade das coisas a que ia assistindo associado a questões relativas a horários e compromissos pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi um bom festival o Festroia, até há bem pouco tempo - dois anos - era relativamente fácil ver grandes filmes entrecortados com outros menos bons, sendo que as pérolas eram realmente preciosas. Lembro-me de nessa edição de 2001 ver dois filmes fabulosos de seguida, a primeira exibição em Portugal - em concurso na secção oficial - do magnífico &lt;b&gt;Angels of the Universe&lt;/b&gt;, de Fridriksson, seguido do lindíssimo conto sobre a heroína, &lt;b&gt;Acts of Worship&lt;/b&gt;, de Rosemary Rodriguez. O filme de Rodriguez, como tantos outros que passaram em 19 anos de Festroia viram a sua única exibição no nosso país, tendo-se perdido no tempo por cá, e, devido à sua natureza independente, ficam afastados de uma distribuição comercial que, por vezes, mereciam. São poucos os que por ali passam e o merecem hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido aos gastos absurdos e barrocos do Presidente da Câmara vigente durante doze desastrosos anos, o "ilustre" Sr. Mata Cáceres, a Câmara ficou endividadíssima, sendo que o corrente mandato limitou-se, humildemente, a começar o processo de pôr as contas municipais, com muita contenção e esforço, num balanço positivo. Obviamente que a cultura (inexistente, para além da louvável manutenção da mágica sala do Fórum Luísa Todi e também do Charlot, dois espaços onde praticamente só passam filmes distribuídos em Portugal pelo circuito independente) leva com cortes severos neste processo, e o Festroia não é excepção. Paralelamente ao facto do orçamento ter sido drasticamente cortado, as pessoas da organização parecem já ter passado os seus &lt;i&gt;glory days&lt;/i&gt; (ave, Boss), escolhendo, não sei - nem sei se quero mesmo saber, para não ficar triste - bem com que critério algumas dezenas de filmes que alternam entre a xaropada, o mau gosto, a mediocridade, e, muito raramente, bastante qualidade. Ainda que não tenha visto dois dos filmes da Secção Oficial que melhor ficaram cotados entre os meus amigos (incluindo o filme vencedor), não houve nenhum desta categoria que tenha passado acima da linha do relativamente aceitável. Até a secção de independentes - que sempre ajudou o festival com a presença regular de um par de filmes bons todos as edições - foi cancelada (os tais fundos), tendo existido este ano uma &lt;i&gt;secção&lt;/i&gt; para curtas galesas (!). O cada vez mais ridículo prémio de carreira, já tendo condecorado figuras como Christopher Walken ou Dennis Hopper, foi entregue este ano ao Ruy de Carvalho, que, penso, dedicou muito mais da sua vida a produção para teatro e televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que parece-me que há pequenas produções de qualidade que pouco cobrariam para ter o seu filme no festival. Também me parece que há que ultrapassar o medo das salas vazias, porque se o problema é o dinheiro e a grande maioria do público entra com bilhetes oferecidos pelo município ou por uma série de organizações culturais que os distribuem, que se ponha as pessoas a comprar os passes (bastante baratos, eternamente a 25 euros) ou os bilhetes (idem, a 1.75 para estudantes, normais a 2 euros). É uma pena porque estraga a coerência e o nível qualitativo do festival, denegrindo ao mesmo tempo o prestígio do festival lá fora, que só leva a menos interesse de realizadores estrangeiros a fazer cá exibições dos seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo, por outro lado, criticar os hilariantes intérpretes presentes, já que fazem parte integrante do que ainda vai dando uma aura especial ao Festroia, caracterizadas por um grande poder de síntese distortiva e pronúncia de Cursos Português-Inglês Planeta Agostini – “Yes!”. Assim como também não o consigo fazer em relação ao clássico lenço que a organizadora Fernanda Silva leva todos os anos atado no seu braço religiosamente, para a cerimónia de entrega de prémios (ainda que não consiga dar real credibilidade a uma pessoa que usa calças justas com um padrão de flores que devem estar há quinze decadentes anos naquele armário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, para além das várias películas telefílmicas que foram passando, ainda se conseguiu ver algumas coisas boas. Na secção Panorama &lt;b&gt;Sma Ulykker&lt;/b&gt; (aka &lt;b&gt;Minor Mishaps&lt;/b&gt;), de Annette K. Olesen, um tocante tratado sobre o terror e o desespero da traição - também mas não só - em situações delicadas, é o filme que já vi que melhor consegue descrever o desespero sobre o tema, a par com o dilacerante &lt;b&gt;Infidelidade&lt;/b&gt;, de Liv Ullman. Na mesma secção &lt;b&gt;Rezervni Deli&lt;/b&gt; (aka &lt;b&gt;Spare Parts&lt;/b&gt;), do esloveno Damjan Kozole é um sóbrio e conseguido retrato sobre o tráfego de imigrantes entre o país e a Itália, mediatizando as pavorosas condições em que estas pessoas procuram uma vida nova, muitas vezes acabando como 'peças sobresselentes' no mercado negro de orgãos para fins de venda; como pano de fundo, uma Krsk intoxicada por uma fábrica nuclear prossegue a sua vida com poucos alvos, num ambiente urbano desolado e deprimente q.b.. Finalmente, inserido no ciclo de cinema suíço, &lt;b&gt;Dans la Ville Blanche&lt;/b&gt;, de Alain Tanner em co-produção com Paulo Branco é uma história de errância, de actividade mutificada, interna, como só a escola germânica o consegue fazer. Curiosamente, é um filme com várias paralelos com o recentemente relançado &lt;b&gt;Der Stand Der Dinge&lt;/b&gt;, de Wenders, incluindo o facto de ter sido filmado em Portugal e lançado no ano de '83, nomeadamente na zona de Alfama, as docas perto de Sta. Apolónia, e o - agora - abandonado Texas Bar, na Rua de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há seriamente agora que pensar em mudar critérios, em renovar o comité da organização. Seria uma pena ver o Festroia a continuar a sua queda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-95699118?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95699118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95699118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#95699118' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-95292130</id><published>2003-06-04T17:29:00.000Z</published><updated>2003-06-04T21:24:45.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.theologianrecords.com/images/minor1.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ian McKaye&lt;/b&gt; . vocalista dos Minor Threat (1983)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei ontem de ler um dos melhores livros de e sobre rock em que já peguei. Chama-se &lt;b&gt;Our Band Could Be Your Life&lt;/b&gt;, escrito pelo Nirvanófilo Michael Azerrad. Retrata a cena underground dos anos 80 nos Estados Unidos desde o punk de L.A., ao Hardcore de Washington, do artyismo Nova Iorquino até a toda a cena de Seattle, culminando no início do lo-fi em Olympia. Ao longo de mais de quinhentas páginas, divididas por capítulos, cada um destes preenchido pelo percurso de uma das bandas nesta época, como os Black Flag, Sonic Youth [que &lt;a href="http://www.aputadasubjectividade.net/reportagens/S/Sonic%20Youth%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%202003.htm"&gt;concerto incrível&lt;/a&gt;, já agora], Minutemen, Hüsker Dü, Mission Of Burma, Butthole Surfers, Dinosaur Jr., Fugazi ou Beat Happening.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha que percorre o livro e une todas estas bandas a editoras seminais como a SST, a Dischord, a Sub Pop ou a K Records, a distribuidoras, a jornalistas, a zines, a melómanos, é o espírito punk em essência, ou, por outra, o que Azerrad idealizou no seu conceito de punk. Um que alberga a tentativa e o sucesso em ser diferente, original, enquanto se faz as coisas com uma ética profissional e criativa muito fortes, sem qualquer tipo de concessões ao dinheiro e ao Gajo, porque se está vivo, se tem coragem, porque a alma tem que cantar, porque a fé e o querer em sentir são a principal força motriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrevem-se as cruzadas suadas, malcheirosas, subalimentadas, caóticas, mas, em última análise, triunfantes dos anos independentes de todos estes projectos até à chegada overground deste underground, depois do boom de Seattle epitomizado no lançamento de &lt;b&gt;Nevermind&lt;/b&gt;. "It's not in the finding, it's in the looking for", e, como tal, vermos outras pessoas com o sangue a correr depressa só faz o nosso bombear mais depressa também, até porque Azerrad tem uma escrita &lt;i&gt;beatesca&lt;/i&gt; muito atraente sem nunca deixar de ser claro, apaixonado e informativo sobre os conteúdos que está a tratar (até porque ele esteve lá), complementada por relatos dos intervenientes principais - quase, porque D. Boon morreu cedo demais, godbless - todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem estiver interessado podem encontrar este livro pela &lt;a href="http://www.amazon.com"&gt;Amazon&lt;/a&gt;, ou, caso estiverem em Lisboa, não há-de ser complicado encomendá-lo na Tema, ao lado do C.C. Xenon nos Restauradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I live sweat but I dream light-years"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutemen, "The Glory Of Man" in &lt;b&gt;Double Nickels On The Dime&lt;/b&gt; (SST, 1984)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-95292130?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95292130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95292130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#95292130' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-95292076</id><published>2003-06-04T17:28:00.000Z</published><updated>2003-06-04T21:21:07.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Peço desculpa a quem usou do seu tempo para voltar cá várias vezes nesta minha ausência prolongada, não encontrando conteúdos novos. Não gosto nada que me façam perder tempo nem de fazer outros perderem o seu. Foi complicado voltar a escrever aqui depois de voltar de Londres, começar a verbalizar as coisas, algo que já comecei a fazer &lt;a href="http://www.aputadasubjectividade.net/artigos/PG/London%20Calling%201.1.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Cá estamos, e assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-95292076?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95292076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/95292076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#95292076' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-93735734</id><published>2003-05-04T05:16:00.000Z</published><updated>2003-05-22T19:07:07.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrevo a avisar as pessoas que costumam frequentar a freira que esta encontrar-se-á inactiva até, pelo menos, à data de 14 de Maio. Tal deve-se ao facto de eu estar em Londres até essa altura, onde vou ver uma data de arte importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá dos clássicos [ Tate Modern . Britain . National Gallery . etc ] há agora a Saatchi Gallery, com uma exposição mesmo muito prometedora do &lt;b&gt;Damien Hirst&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No panorama dos concertos vou ver os fantásticos &lt;b&gt;Black Dice&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Cat Power&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Dirty Three&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Animal Collective&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Yo La Tengo&lt;/b&gt; e mais outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Ah,&lt;br /&gt;Guns Of Brixton. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-93735734?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93735734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93735734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#93735734' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-93493604</id><published>2003-04-29T22:49:00.000Z</published><updated>2003-04-29T22:49:23.960Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há pouco na rua do elevador da Bica estava um grupo de dois senhores a subir, e outro senhor, só, a falar com os dois primeiros. Tinham todos sessenta e muitos, setenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Senhor Sozinho&lt;/b&gt; - "Querem ver a broca?!" [ agarrando com uma mão na sua genitália . enquanto . com a outra . começava a desapertar a braguilha ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Senhores Não-Sozinhos&lt;/b&gt; - "Não pá! Deixa lá estar isso!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Senhor Sozinho&lt;/b&gt; - "Os comunistas [!] sempre andaram a chular os fascistas!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classe pura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-93493604?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93493604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93493604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#93493604' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-93378522</id><published>2003-04-28T04:14:00.000Z</published><updated>2003-04-28T05:58:58.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://i.imdb.com/Photos/Ss/0192194/1-3.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Werner Herzog&lt;/b&gt; in &lt;b&gt;Julien Donkey-Boy&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;Harmony Kurine&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas obras de arte que emergem dentro de mim com bastante regularidade, poucas. Este &lt;b&gt;Julien Donkey-Boy&lt;/b&gt; é, dentro deste grupo, das que mais importância têm. É uma questão de intensidade e de ambientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À superfície, é a história de um pai [o realizador alemão &lt;b&gt;Werner Herzog&lt;/b&gt;]  que tem uma relação abusiva com os seus filhos, nomeadamente com um deles, deficiente mental, o Julien do título [ Ewen Bremner . Spud de &lt;b&gt;Trainspotting&lt;/b&gt; ], numa área residencial suburbana e deprimente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me marcou tanto foi a sua intensidade quase grotesca, a bem do sentir. Há uma série de episódios bastante bizarros ao longo do filme, nomeadamente um [ para quem já viu o filme . o do homem que engole cigarros sem os apagar ] que me deixou num riso histérico [ note-se que não tinha piada nenhuma ] durante vários minutos, sem qualquer tipo de controlo sobre o meu corpo, num efeito hipnótico extremamente perturbante. Há outra cena em particular, belíssima, em que a filha [ Chloe Sevigny ] patina num ringue de gelo, grávida, num verde desfocado e granular [ como &lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd300/d314/d31475242jc.jpg"&gt;este&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.fotopt.net/fotos/fotos/93/foto93321.jpg"&gt;este&lt;/a&gt; ], enquanto passa uma música dos &lt;b&gt;Oval&lt;/b&gt; no fundo, filmada de uma forma extremamente repetitiva até ela cair, que deixou a minha própria visão desfocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que saí extremamente tonto do filme, tendo ficado com a visão, a noção de peso e de espaço bastante distorcidas durante dois dias. Nada parecia fazer, concretamente, muito sentido. Depois as coisas normalizaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco como com os &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.swans.pair.com"&gt;Swans&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; ainda da primeira metade dos anos 80, há um efeito redentor nesta brutal repetição de violência, um tinir que mutifica todo o resto físico e espiritual, excesso conduzindo a dormência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive algumas sensações semelhantes quando vi recentemente o incrível &lt;b&gt;Audition&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;Takashi Miike &lt;/b&gt; [ também de 1999 . algumas imagens &lt;a href="http://prettybug.com/vitagraph/Films/Audition/Auditionphotos.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; ]. Tal como no filme de &lt;b&gt;Kurine&lt;/b&gt; há um forte elemento de violência - os últimos trinta minutos são impressionantes -, sendo que aqui é bem mais elegante e tortuosa, dada de uma forma explícita sem ser visível na maior parte das vezes. Parece-me que o porquê da violência neste filme prende-se com o porquê da detracção da boa vontade, da confiança nos outros, os mais próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais do que apenas um filme de violência vendida como humor, como penso que o público presente na sua exibição no Fantasporto em Lisboa o interpretou, bem como praticamente todas as pessoas que escreveram no &lt;a href="http://www.imdb.com"&gt;&lt;/a&gt;IMDB - estranhamente, diria - é uma viagem as profundas da parte doentia do subconsciente humano [ &lt;i&gt;vide&lt;/i&gt; &lt;b&gt;Clockwork Orange&lt;/b&gt; ], neste caso perante uma situação na forma de uma pessoa que nos é dada, na realidade, como pura. Porque, afinal, onde começa o sonho e acaba a realidade? O medo, a falta de entrega total, não serão ilusões? A experiência leva-nos cada vez mais perto ou afasta-nos da beleza? Ou as duas coisas?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-93378522?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93378522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93378522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#93378522' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-93152296</id><published>2003-04-24T02:47:00.000Z</published><updated>2003-04-24T02:53:12.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.sunraresearch.com/assets/images/space_flyer.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sun Ra&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.holeworld.com/stellar2.html"&gt;in Outer Space!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.sunraresearch.com/assets/images/ra_circle1.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-93152296?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93152296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93152296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#93152296' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-93088044</id><published>2003-04-23T03:12:00.000Z</published><updated>2003-04-23T18:25:45.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.dumbassandthefag.com/features/anna5.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Anna Karina&lt;/b&gt; in &lt;b&gt;Vivre Sa Vie&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, tu. Tira daí o dedo da frente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;b&gt;Godard&lt;/b&gt;, tal como o &lt;b&gt;Fellini&lt;/b&gt;, sempre teve uma pontaria afinadíssima na escolha das suas donzelas-actrizes. Mas &lt;b&gt;Anna Karina&lt;/b&gt; é, porventura, a criatura mais maravilhosa delas todas. Parece-me que desde que a vi pela primeira vez, no supracitado filme, me apaixonei um bocado por ela ali. Cada vez que a vejo em filmes daquela altura apaixono-me um pouco outra vez. Não admira que ele tenha feito curto-circuito quando terminou a relação com ela, em '67.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vindo a entrar em conflito com bastantes filmes, nomeadamente com o facto de 99% deles serem &lt;b&gt;representados&lt;/b&gt; por pessoas que tentam ser algo que, muitas vezes, não são. Se a actuação não é perfeita, dou por mim a distanciar-me do filme, a deixar de ficar completamente absorvido do princípio ao fim, por melhor que seja o esforço do actor, por mais beleza que possa haver exactamente na subversão, na arte de fingir. Ser pressupõe raízes, e essas [as boas . pelo menos] demoram a crescer. Há um enorme problema quando o actor não consegue deixar de ser uma coisa para ser outra, ou quando não se encontra noutra forma de expressão humana, outro timbre nas mesmas cordas vocais. Isto parece-me óbvio e um dado adquirido para a maior parte das pessoas, até porque já houve uma série de reacções a esta problemática [&lt;i&gt;vide&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.dogme95.dk"&gt;Dogme 95&lt;/a&gt; . exemplo recente e mediático].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo nesta questão dentro do contexto da &lt;b&gt;Anna Karina&lt;/b&gt; porque há algo de tão invulgarmente [ou então ando mal habituado . que é o mais provável] genuíno, vivo, brilhante, puro em tudo o que ela faz, em tudo o que ela toca, na forma como toca, na forma como anda, &lt;b&gt;na forma como olha&lt;/b&gt;, que me deixa completamente encantado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-93088044?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93088044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/93088044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#93088044' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-92115655</id><published>2003-04-07T00:46:00.000Z</published><updated>2003-04-07T00:49:04.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>"We feel what we don't understand"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pop Group&lt;/b&gt; . in &lt;b&gt;Y&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se são mesmo estas palavras que o Mark Stewart canta algures durante o disco, mas pouco me interessa isso, foi o que ouvi. Não sei bem que pensar disto. Passei o dia rodeado por esta frase, parece-me que apareceu na altura certa. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-92115655?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/92115655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/92115655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#92115655' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-91950208</id><published>2003-04-04T01:28:00.000Z</published><updated>2003-04-04T01:28:10.296Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.citybrazil.com.br/ms/pedrogomes/"&gt;I was dressed for success.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah pois é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-91950208?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91950208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91950208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#91950208' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-91896217</id><published>2003-04-03T06:06:00.000Z</published><updated>2003-04-03T06:06:21.733Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>"There are 12 people in the world, the rest are paste."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mark E. Smith&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-91896217?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91896217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91896217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#91896217' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-91895105</id><published>2003-04-03T05:43:00.000Z</published><updated>2003-04-03T06:20:35.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Two, of course there are two.&lt;br /&gt;It seems perfectly natural now ---&lt;br /&gt;The one who never looks up, whose eyes are lidded&lt;br /&gt;And balled¸ like Blake's.&lt;br /&gt;Who exhibits &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The birthmarks that are his trademark ---&lt;br /&gt;The scald scar of water,&lt;br /&gt;The nude&lt;br /&gt;Verdigris of the condor.&lt;br /&gt;I am red meat. His beak &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claps sidewise: I am not his yet.&lt;br /&gt;He tells me how badly I photograph.&lt;br /&gt;He tells me how sweet&lt;br /&gt;The babies look in their hospital&lt;br /&gt;Icebox, a simple &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frill at the neck&lt;br /&gt;Then the flutings of their Ionian&lt;br /&gt;Death-gowns.&lt;br /&gt;Then two little feet.&lt;br /&gt;He does not smile or smoke. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The other does that&lt;br /&gt;His hair long and plausive&lt;br /&gt;Bastard&lt;br /&gt;Masturbating a glitter&lt;br /&gt;He wants to be loved. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I do not stir.&lt;br /&gt;The frost makes a flower,&lt;br /&gt;The dew makes a star,&lt;br /&gt;The dead bell,&lt;br /&gt;The dead bell. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somebody's done for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sylvia Plath&lt;/b&gt; . Death &amp; Co.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu, as estrelas, o corte e a morte. Sempre por perto dela até ao gás do último dia, o do éter terminal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-91895105?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91895105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91895105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#91895105' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-91894697</id><published>2003-04-03T05:35:00.000Z</published><updated>2003-04-03T05:35:45.746Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>São seis e meia da manhã. Nem preciso de olhar para o relógio para o saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o senhor que mora aqui na minha travessa na Bica acabou de efectuar a sua rotina matinal. Esta rotina consiste nos seguintes passos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Fecha a porta da rua.&lt;br /&gt;2) Dá uns passos.&lt;br /&gt;3) Desde a unha do dedo mindinho até à ponta mais alta do cabelo, puxa violentamente todos os seus fluidos corporais que possam, alguma vez, por mero acaso, atravessar as suas narinas, produzindo um todo de - prefiro chamar-lhe - "cena", absolutamente colossal, como lava mesmo antes da erupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Tremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) O senhor manda um escarro como se não houvesse um amanhã. Estrondoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dizia o Vonnegut: "so it goes."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-91894697?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91894697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91894697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#91894697' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-91893865</id><published>2003-04-03T05:19:00.000Z</published><updated>2003-04-03T05:20:04.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>"The best way to do it is with scissors."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alfred Hitchcock&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-91893865?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91893865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91893865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#91893865' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-91890864</id><published>2003-04-03T04:25:00.000Z</published><updated>2003-04-03T05:19:20.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Alright, so, I was at some random party at a random mansion. There was a t-bone steak stuck in my eye.. somehow. So, some guy walks by with an eye cleaning kit. I frantically wave him down, freaking out, yelling, "There's a damn STEAK in my eye man!". So he stops, and lends me his eye cleaning kit. He hands me the long cylindrical shaped casing.. i take out something that looks nothing like something that would clean an eye. It looked like an oversized syringe; long, glass, thing. So i'm about to clean off the dead cow in my eye.. when the eye cleaning thing starts barking and yelping like a dog. Being startled by this, i threw it to the ground and started kicking the syringe-cylinder-eye-cleaner, whilst it kept on yelping and crying and, now, wimpering from my excessive kickings. then I... woke up..&lt;br /&gt;david mackinnon &lt;saturnpeople@hotmail.com&gt;&lt;br /&gt;NS Canada - Thursday, September 05, 2002 at 02:37:58 (CDT)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;b&gt;&lt;a href="http://perishablerecords.com/dreams.html"&gt;dreams&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; @ &lt;a href="http://perishablerecords.com/"&gt;Perishable Records Home&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de uma secção em que alguns sonhos dos visitantes do site da Perishable Records são verbalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perishable Records que é, por sua vez, a editora dos norte-americanos &lt;b&gt;Califone&lt;/b&gt;, que, por sua vez, têm um disco novo chamado &lt;b&gt;Quicksand/Cradlesnakes&lt;/b&gt;, que, por sua vez, é lindo. Lindo como os &lt;b&gt;dEUS&lt;/b&gt; até ao &lt;b&gt;In a Bar, Under The Sea&lt;/b&gt; eram lindos e brilhavam de noite. Ora, imaginem que eles agora tinham feito um disco que brilha de dia [ não que eu não tenha passado tardes de sol aos saltos na sala a ouvir a "Suds &amp; Soda" . imaginem ], com aquela confiança e olhos que conseguem ver para lá de onde os olhos não conseguem ver. É assim tão bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve estar brevemente nas lojas via &lt;a href="http://www.ananana.pt"&gt;AnAnAnA&lt;/a&gt;, pelo que foi editado pela &lt;a href="http://www.thrilljockey.com"&gt;Thrill Jockey&lt;/a&gt;. Dêem-le.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-91890864?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91890864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91890864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#91890864' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-91387354</id><published>2003-03-26T03:25:00.000Z</published><updated>2003-03-26T03:27:34.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>"You can play a shoestring if you're sincere."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;John Coltrane&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-91387354?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91387354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91387354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#91387354' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-91142745</id><published>2003-03-21T20:21:00.000Z</published><updated>2003-03-26T03:45:50.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://i.imdb.com/Photos/Mptv/1120/6365-0100.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marlon Brando&lt;/b&gt; in &lt;b&gt;Apocalypse Now&lt;/b&gt; .&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta merda é realmente asquerosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo compreender bem a real razão disto. Decerto que haverá algo maior, mais elevado, libertador e poético que o &lt;b&gt;DINHEIRO&lt;/b&gt;. Não? É que me escapa, de facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas a morrer. O medo. Acordares aterrorizados. Crianças a chorar. Estão a roubar-lhes &lt;b&gt;inocência&lt;/b&gt; e essa merda &lt;b&gt;não tem preço&lt;/b&gt;. Como é que se pode falar de questões de segurança e bem-estar quando o choque e a maldade invade e corrói almas que ainda são puras e boas, dão um sorriso sem pedir nada em troca e respondem quando o coração chama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É-me absolutamente inacreditável como é que pessoas como o Primeiro Ministro Durão Barroso conseguem falar com tanta naturalidade do "interesse nacional" de Portugal nesta guerra. Como é que se pode ser tamanhamente incoerente em apregoar liberdade e ordem mundial, apregoar o que quer que seja de correctamente ético e sobrepôr &lt;b&gt;interesses&lt;/b&gt; a &lt;b&gt;moral&lt;/b&gt; com tanta leviandade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de presenciar em directo na RTP1, imediatamente a seguir aos primeiros ataques a Bagdad, o soundcheck do Sr. W. Bush para a televisão, que estava - penso que por descuido de uma qualquer emissora - a ser enviado para um satélite que a RTP estava a captar e a mandar para o directo. O Sr. Bush mandava bitaites marialvas com a maior das boas disposições, piadinhas, sorrisos casuais enquanto lhe cuidavam dos últimos cabelos que não tinha exactamente no sítio. De repente começava a murmurar para ele próprio o discurso que daí a poucos minutos iria fazer ao seu país e ao mundo, os sorrisos tornavam-se imediatamente naquela expressão &lt;b&gt;falsa&lt;/b&gt;mente séria, &lt;b&gt;teatralizada&lt;/b&gt;, a rebentar por aquele olhar parado e vazio que lhe é tão característico. Voltava de novo, num ápice, ao seu modo descontraído até que começa a ter uns tiques nos olhos, e, na voz de alguém que o ecrã não filmava, ouve-se "5, 4, 3, 2, 1". Flanqueado pora fotografias da sua família e do seu cão, "my fellow americans" eram informados que a guerra havia começado. Gostava que biliões de pessoas pudessem ter assistido a este momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigas - recentes - "grandes causas" [terrorismo internacional, Bin Laden] esvaem-se progressivamente de notas de rodapé até serem esquecidas. As notícias de há semanas evolam-se do nosso pensamento activo porque "há que continuar", ou ironizar, ou chorar ou gritar ou continuar paralelamente de olhos fechados. É demasiado. Estão a corromper a felicidade e a boa vontade milhões, e essa merda &lt;b&gt;não tem preço&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais uma vez, vou adormecer no sofá com os phones ligados à televisão. Não me consigo enganar - ainda, alguém já deve estar a tratar disso - ao ponto de conseguir dormir, sem ser por exaustão, embora saiba que nunca vou saber realmente nada sobre o que se está a passar, os níveis de camuflagem e &lt;b&gt;omissão&lt;/b&gt; de informação são devastadores [afinal, e a título de exemplo, o que é que aconteceu às duas mil pessoas que trabalhavam e viviam no complexo da refinaria no sul de Bagdad? Aquela que tinha casas, escolas para os filhos dos operários, supermercados?], parcialmente cobarde e parcialmente de mãos atadas, a ver a memória curta de novecentos anos de chacina ocidental não terem ensinado nada a quem ordena mortes e destrói bondade de almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, está &lt;a href="http://jornal.publico.pt/2003/03/21/EspacoPublico/O01.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; um texto do Miguel Sousa Tavares, que, tal como o &lt;a href="http://www.bisturi.blogspot.com"&gt;Manel&lt;/a&gt;, subscrevo por inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-91142745?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91142745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/91142745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#91142745' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90808060</id><published>2003-03-16T16:42:00.000Z</published><updated>2003-03-16T17:06:18.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.nga.gov/feature/rothko/fig14.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mark Rothko&lt;/b&gt; . Untitled (1969)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;np. &lt;b&gt;Tortoise&lt;/b&gt; . &lt;b&gt;Millions Now Living Will Never Die&lt;/b&gt; (Thrill Jockey, 1996)&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;"um dois três é a ressaca outra vez"&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90808060?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90808060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90808060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90808060' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90725036</id><published>2003-03-14T19:28:00.000Z</published><updated>2003-03-14T19:37:36.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>"I'm twice born, once and seven something&lt;br /&gt;Once is the resurrection of honorable function&lt;br /&gt;Been shoving a coal as the engine's doctor&lt;br /&gt;Long enough to see my silhouette acquire a permanent kink in a posture &lt;br /&gt;The meten into bicycle spirit by the warmth of true endearment&lt;br /&gt;Was, is, and forever will be a luxury&lt;br /&gt;I'm a soubrette columnist fathering doom document&lt;br /&gt;Cursed version of a certain Virgin Mary womb occupant&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I know swamp rats who never suckled oxygen purification&lt;br /&gt;Sure it's blurry may have had them speeennnd breeezzzzze&lt;br /&gt;Stuck until my friend leaves puppet for the plummet committee&lt;br /&gt;Sputtering bum numb enough to stomach the city&lt;br /&gt;Who's that hugging a silhouette of willows with a hill's press pan out?&lt;br /&gt;On the candy coated crab apples, sugar dipped deadpan outs&lt;br /&gt;I got a plan, I'll turnaquet my quest&lt;br /&gt;Defeat a needle into battling to mute the mess&lt;br /&gt;With patience galas without some G balance I shove it the fuck&lt;br /&gt;Strutting to exhibit mankind's hostility function&lt;br /&gt;With a, ppppppppp paling in comparison a methias Goliath&lt;br /&gt;Live to riggedy frame in a wicked silence&lt;br /&gt;I top and ate my nameless square then I bumped eyelids&lt;br /&gt;With a Christ we saw the same thing through a second&lt;br /&gt;What's that? The grand mosaic depicting historical glory in a legend&lt;br /&gt;Nurse me through the time stick and stone mixes hex my fertile crescent&lt;br /&gt;Now all's well, I'm laughing on the inside I swear&lt;br /&gt;Just trying to keep my head above red tide despair&lt;br /&gt;My imperfections pair off with buddy system symmetrics morbidly&lt;br /&gt;So every second the discontent's locked accordingly&lt;br /&gt;Let's turn mummy's shut up affection a berserk glory condition&lt;br /&gt;And pray for the damn star child turns to ribbon&lt;br /&gt;Meddle in a two-hand grip when that spoon full of sugar medical chaser&lt;br /&gt;Credible crasser antidote's terrible taste the&lt;br /&gt;Water with a stolen soul pen left picture mad rhythm pinned&lt;br /&gt;Never set a grin and fly health&lt;br /&gt;Consider me a mobile advertisement but I have replanant fabrics&lt;br /&gt;I deemed practical, now is you is or is you ain't compatible&lt;br /&gt;I feel a wind in my opinions plus hyper clutch&lt;br /&gt;Crush one's ginger bread tenement awful,&lt;br /&gt;It's like the date of Grado Methasawmill&lt;br /&gt;A lifeline of spectacular expansion leaves the reaper&lt;br /&gt;At the hand of what man's hand jokes&lt;br /&gt;My friend's got a book about dreams, I look and laugh&lt;br /&gt;I dream a book about my friends and still can't decipher the half&lt;br /&gt;Ch-chatter boooox, now let a soothe sayer major&lt;br /&gt;Cater to a king green battered on the brink of disease&lt;br /&gt;I am, skin and bones, I am, sin and poems, I am, tin and chrome&lt;br /&gt;You grin and groans fuck it I'm tinted when accrete zone&lt;br /&gt;Blow the pedals off a dandelion trying to make my little gypsy blush&lt;br /&gt;And felt as if I'd actually accomplish something &lt;br /&gt;Fortify the bullies of the jokes soaking in treatment&lt;br /&gt;Sit and watch the percentages teeter on the evening&lt;br /&gt;On a ghost up in a fuse a lot second before the cock dropped&lt;br /&gt;In the Styx and stared him down until he fixed it&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll make the waterfall out of order in autumn saw the quarter&lt;br /&gt;When the gods mimic the vintage knuckle drag sacked in a coffin&lt;br /&gt;I affiliate my rag dummy appearance with a most cohesive spirit&lt;br /&gt;Clattering the yesterday ain't shed a tear since&lt;br /&gt;Hear me, wrote the Old Yeller community cartoon&lt;br /&gt;The carousel balloon extravagant aware, inviting it&lt;br /&gt;I'm swore to Adam and matter and saddling&lt;br /&gt;Warhead thorax and abdomen to primitive horse back galloping&lt;br /&gt;My index fingers rest in my talisman branded up in the jackals skin&lt;br /&gt;One must pardon yee old common street detour&lt;br /&gt;Weaving graceful through the prom directed column&lt;br /&gt;Greater virus retreats to a lot in Valom&lt;br /&gt;Bean stalk where the fiend walk and my name is mud&lt;br /&gt;But that's got a ring to it so my swill welcomes the flood&lt;br /&gt;I walk through God's practical joke on man practically broke&lt;br /&gt;And if they raise my rent again I'll spend my nights practically soaked&lt;br /&gt;Who spits silk dimensions with a noose looped by the raft?&lt;br /&gt;After lack of reasoning jedi 3, 2, 1,&lt;br /&gt;Oooh I'm hung, I've clung to hope but see you in hell&lt;br /&gt;I'll be that clear blue ice for the symptom refused to melt&lt;br /&gt;Sturdy eye krulin, tin can skeleton,&lt;br /&gt;Skull of a thousand dilapidated dream remnants&lt;br /&gt;Here to convict based on a tin bucket of evidence&lt;br /&gt;I steer where the heaven's merely a legend so the peasants dream well"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aesop Rock&lt;/b&gt; . 'Oxygen' in &lt;b&gt;Float&lt;/b&gt; (Mush, 2000)&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Esta letra que acabam de ler [ou não] é extraída de uma faixa de hip hop. Pura poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por acaso ainda têm a ideia que o hip-hop é só ostentação gratuita de bens materiais, sobre como é fodido viver no ghetto, sobre bling bling e sobre booty, deixem-se dessa merda. Tentem ouvir esta faixa, ou o &lt;b&gt;Float&lt;/b&gt; do fantástico &lt;b&gt;Aesop Rock&lt;/b&gt; na sua íntegra [só disponível no &lt;a href="http://www.slsk.org"&gt;Soulseek&lt;/a&gt; . o álbum está descatalogado]. Suportado por beats secos perfeitos para o flow dele, é uma obra-prima contemporânea de lirismo ascensorial. Porque por vezes há que conhecer o solo para se saber como subir.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90725036?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90725036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90725036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90725036' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90629523</id><published>2003-03-13T04:11:00.000Z</published><updated>2003-03-13T04:18:22.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.guggenheimcollection.org/images/lists/work/76_1_lg.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Yves Klein&lt;/b&gt; . Blue Sponge (1959)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faltava aqui azul .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90629523?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90629523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90629523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90629523' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90624820</id><published>2003-03-13T02:41:00.000Z</published><updated>2003-03-13T02:44:19.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Só pode aceitar-se a vida se formos &lt;i&gt;grandes&lt;/i&gt;, nos sentirmos na origem dos fenómenos, pelo menos de uns tantos. Sem poder de expansão, sem um certo domínio sobre as coisas, a vida é indefensável."&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Antonin Artaud&lt;/b&gt; in &lt;b&gt;A Arte e a Morte&lt;/b&gt; (Hiena, 1993)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90624820?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90624820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90624820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90624820' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90614237</id><published>2003-03-12T23:06:00.000Z</published><updated>2003-03-13T02:13:15.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.meredy.com/vinbw/streetcar02.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marlon Brando&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Vivien Leigh&lt;/b&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"They told me to take &lt;b&gt;A Streetcar Named Desire&lt;/b&gt;, and then transfer to one called Cemeteries and ride six blocks and get of at Elysian Fields"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui vê-lo hoje. É dos melhores filmes a que já assisti. Saí da Cinemateca com um daqueles raros arrepios que ficam a reverberar dentro do coração, dos que duram para sempre. Ou assim me parece agora. Uma história de pureza perdida, distorção, fatalismos e eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;b&gt;A Streetcar&lt;/b&gt; é sobretudo um filme sobre os rostos e os corpos dos quatro protagonistas, sobre as suas vozes, sobre o seu suor, sobre as suas lágrimas, quase se podia dizer sobre o seu cheiro. Se o grande tema de [Tennessee] Williams [autor da peça da qual original o filme] é a &lt;u&gt;carne&lt;/u&gt;, é a &lt;u&gt;carne&lt;/u&gt; quem enche a tela, seja no corpo já envelhecido de Vivien Leigh (lutando desesperadamente contra a sua idade) seja no corpo grávido de Kim Hunter, seja no corpo resplancescente (quase sempre filmado de tronco nu) de Marlon Brando." João Bénard da Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Streetcar Named Desire&lt;/b&gt; é um sítio precioso onde caiu o eterno e onde as coisas acontecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como &lt;b&gt;Elia Kazan&lt;/b&gt; aparenta ter compreendido e brilhantemente executado, antes e para lá de enredos - o sentir. É, então, um enredo sobre e do sentir, da vida, sobre o que importa, porque é lá que está o choque, a unificação e o brilho-poeira de quem, realmente, andou por aí.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90614237?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90614237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90614237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90614237' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90441411</id><published>2003-03-10T06:20:00.000Z</published><updated>2003-03-10T06:42:40.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.downbeat.com/photos/IM050103.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ornette Coleman&lt;/b&gt; - 'Lonely Woman' in &lt;b&gt;The Shape of Jazz to Come&lt;/b&gt; (Atlantic, 1959)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a palavra é[-me] a distorção do abstracto, este tema é um daqueles casos em que custa, bem mais que o normal, verbalizar o que quer que seja. É dos raros momentos em música [ da que me interessa mesmo, pelo menos ] que conheço em que imagens não me aparecem por detrás dos olhos. É um sentir intrínseco à pele da música, a tudo o que o quarteto está a criar. É uma implosão de visão até à cegueira, onde estamos duplamente com as pálpebras cerradas, até à luz, que é a não-luz do sentir concreto puro, um todo embuído por lábios de seda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo nesta peça é notável. O swing [e que swing... com um bombo de pulsação arrítmica] corrido do Billy Higgins depois dos primeiros seis segundos pensativos, apenas acompanhado pelo contrabaixo do Charlie Haden. Haden lança notas como polaroids de esgares tristes em que os músculos já mal se contraem por falta de força, até que chegam Ornette [no sax alto . como sempre] e o fantástico Don Cherry [no cornetim]. Cherry era um puto aqui, tinha uns 22 ou 23 anos, mas Coleman compreendeu-lhe o coração, suportado por uma técnica nada extraordinária. Ornette o contador da história | Cherry o puto que fala demais mas diz coisas lindas como acrescento aos verbos do narrador, e é desta forma que a imperfeição parece ficar sem prefixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ornette Coleman é o único sax - a par com o Coltrane - que conheço que conseguia tocar com uma solidez, uma clareza e uma noção de direcção imaculadas. Imagino-o sempre num preto e branco límpidos, com muitos mais tons de cinzento que qualquer outro, a erguer e edificar, robusto. Sei-o exactamente assim, aqui, lírico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, é preciso ouvir. Vai para lá do inominável, do visível, do silêncio. Som em números [transparentes] negativos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90441411?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90441411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90441411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90441411' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90217444</id><published>2003-03-06T04:11:00.000Z</published><updated>2003-03-07T04:46:37.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>acabei de acabar de fazer vinte anos . é algo estranho .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi dos melhores dias de anos que já tive . esteve um sol muito bonito . ou estive ou falei ou comuniquei com as pessoas todas que mais me importam hoje . comovi-me realmente . estou bem vivo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apesar da idade e das datas serem totalmente simbólicas . não consigo evitar não sentir a minha vida um todo cada vez mais sólido . amplo . abrangente . enraizado e livre [ com todos os paradoxos a estes atributos|adjectivos que lhes estão inerentes ] . há pessoas e coisas realmente importantes que se edificaram em mim e à minha volta realmente belas . estou verdadeiramente grato e contente por isto .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos que se incluem neste campo sem falsas modéstias . amo-vos a todos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;e é como diz o Adolfo :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O tempo não espera por mim!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90217444?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90217444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90217444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90217444' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90043052</id><published>2003-03-03T10:31:00.000Z</published><updated>2003-03-03T10:37:27.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Artéria, Tu Tens Razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que eu aprendi meu Deus&lt;br /&gt;a sofrer a desilusão duma passagem de rua&lt;br /&gt;ficar com o lado esquerdo a ajudar a falar&lt;br /&gt;mas a única coisa que eu aprendi&lt;br /&gt;Que um bocado de vidro inundasse de luz uma artéria&lt;br /&gt;eu era um bocado de vidro que não inundasse de luz&lt;br /&gt;artéria nenhuma&lt;br /&gt;era uma desilusão a olhar para mim&lt;br /&gt;e dizer movimento de rua&lt;br /&gt;é assim movimento de rua&lt;br /&gt;aí está nós cá estamos nós somos tal e qual&lt;br /&gt;uma desilusão em passagem.&lt;br /&gt;Tinha era ainda mais que tudo isso&lt;br /&gt;um inchaço dum vidro em bocado&lt;br /&gt;espetado em cima de pedra.&lt;br /&gt;Havia um estendal de desilusão a devorar-me&lt;br /&gt;todo com os olhos&lt;br /&gt;eu era uma continuação do meu ser.&lt;br /&gt;Onde um simulacro estava a vantagem&lt;br /&gt;de uma desilusão.&lt;br /&gt;Eu não &lt;br /&gt;eu cá.&lt;br /&gt;Que um cá estamos considerasse ou não&lt;br /&gt;eu não tinha nada com isso&lt;br /&gt;Eu fum, eu...&lt;br /&gt;Ah,&lt;br /&gt;Havia é que era eu cá estamos nada disso&lt;br /&gt;eu cá não eu nada eu não tinha eu não tenho&lt;br /&gt;tu quê&lt;br /&gt;nós consideramos. &lt;br /&gt;Onde punha fum&lt;br /&gt;tudo por dentro era duma urania&lt;br /&gt;tudo por dentro era duma constipação palpável&lt;br /&gt;pelo sentido da pedra e do bocado de vidro.&lt;br /&gt;Não eu cá não vou.&lt;br /&gt;Quem olha descontenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;António Gancho&lt;/b&gt; in &lt;b&gt;O Ar da Manhã&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ nota: não estou certo da existência, ou não, da separação deste poema em variadas estrofes, pelo que não tenho o livro presentemente comigo, mas se se verificar, rectificarei o texto assim que voltar a ter o livro nas mãos. ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi recentemente este poema a ser recitado [ e bem . coisa rara por cá . pelo menos na minha experiência ] que me tinha passado completamente ao lado quando tinha lido o supracitado livro, editado pela Assírio &amp; Alvim; com coisas realmente bonitas, ainda que um pouco incoerente, reunindo quatro obras dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;b&gt;Gancho&lt;/b&gt; está há quarenta anos internado na Casa de Saúde do Telhal, por uma série de razões que ele explica numa &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/arquivos/literatura/agancho.htm"&gt;entrevista&lt;/a&gt; que o DN lhe fez há uns anos. Distorcido e aluado pela esquizofrenia mas, paralela e maioritariamente de uma lucidez e simplicidade comoventes, especialmente tendo em conta a vida que este homem teve durante dois terços da sua mais recente existência mortal, é mais um dos excelentes poetas portugueses renegados pre-mortem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90043052?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90043052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90043052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90043052' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-90038182</id><published>2003-03-03T07:27:00.000Z</published><updated>2003-03-03T07:44:25.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd700/d741/d7415634v27.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fela Kuti&lt;/b&gt; - Expensive Shit/He Miss Road&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei uns tempos largos a adiar o meu primeiro real contacto com o mestre do afro-funk, o nigeriano Fela Kuti, e o que ouvi é tão bom como a ideia que tinha construído dele. Esta reedição de dois dos seus álbuns mais conceituados feita em 2000, ambos gravados nos meados dos anos 70 é inacreditavelmente sorridente, viciante, dançável e colorida, perfeita para qualquer dia de sol e para qualquer dia em que se esteja a precisar, simplesmente, de luz e calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentem tirar a faixa "Expensive Shit" do &lt;a href="http://www.slsk.org"&gt;Soulseek&lt;/a&gt; e deixem-se levar pelo mestre. Boogie down, bitches.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-90038182?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90038182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/90038182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#90038182' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-89790482</id><published>2003-02-26T19:52:00.000Z</published><updated>2003-02-28T03:40:09.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O longa-duração mais recente dos fantásticos &lt;b&gt;Black Dice&lt;/b&gt; de seu nome &lt;b&gt;Beaches &amp; Canyons&lt;/b&gt; está, a partir de hoje, à venda em Portugal na &lt;a href="http://www.ananana.pt"&gt;AnAnAnA&lt;/a&gt;, loja / distribuidora / editora que está a distribuir o álbum, num digipack que custa 16.5 êróche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beaches &amp; Canyons&lt;/b&gt; é dos mais belos e incríveis discos dos últimos 30 anos, em qualquer parte do mundo, em qualquer género. Desafia a rotulação e trata-se de uma experiência catártica, iluminadora, revolucionária e renovadora, quer em termos formais, quer a nível de experienciação por parte do ouvinte. É um disco importantíssimo. Urge a todas as pessoas ouvirem-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiserem umas luzes acerca do trabalho deles, realizei recentemente para a &lt;a href="http://www.aputadasubjectividade.net"&gt;Puta&lt;/a&gt; uma &lt;a href="http://www.aputadasubjectividade.net/entrevistas/B/Black%20Dice%20Pedro%20Gomes%2002-2003.htm"&gt;entrevista&lt;/a&gt; com eles.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-89790482?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89790482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89790482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#89790482' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-89677868</id><published>2003-02-25T00:48:00.000Z</published><updated>2003-02-25T00:50:12.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;freira dadaísta&lt;/b&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um exercício narcisista com intenções altruístas .&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-89677868?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89677868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89677868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#89677868' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-89668502</id><published>2003-02-24T22:06:00.000Z</published><updated>2003-03-03T06:45:12.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.foreignfilms.com/images/poster/1090a-6.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver &lt;b&gt;Au Hasard, Balthazar&lt;/b&gt; do &lt;b&gt;Bresson&lt;/b&gt; à Cinemateca. Foi o terceiro filme que vi dele, depois de &lt;b&gt;Le Journal d'un Curé de Campagne&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Mouchette&lt;/b&gt;. Todos são muito bons e bastante recomendáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas três longas-metragens o &lt;b&gt;Bresson&lt;/b&gt; – para além de filmar sempre num preto e branco, com uma fotografia triste, luminosa – tem algumas inefabilidades que me agradam muito. Têm algo de aquático, de líquido primordial, lágrimas como ecossistema das suas personagens principais, como que com um halo, sempre muito trágicas, que desafiam e estranham a mortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma questão que me parece ser recorrente nestes filmes e que &lt;b&gt;Bresson&lt;/b&gt; aborda, uma questão na qual tenho pensado bastantes vezes. Parece que a Bondade [ sim . eu sei que o simbolismo já morreu há uns anitos . é só desta vez ] está destinada ao fracasso. Quem tem bom coração morre sempre cedo demais: ou morre o corpo ou morre por dentro. Parece que só quem é um filho da puta, ou, quem não o é, quem se comporta vezes demais como um filho da puta é que tem a sorte do seu lado. As boas almas parecem estar condenadas à magoa, à injustiça, ao desrespeito ou à perdição menor, à perda de inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero seriamente estar bem enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-89668502?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89668502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89668502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#89668502' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-89630200</id><published>2003-02-24T02:51:00.000Z</published><updated>2003-02-24T16:12:45.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.revenantrecords.com"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.beefheart.com/zine/006/faheyindexyoung.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;John Fahey&lt;/b&gt; . 1939-2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz hoje dois anos e dois dias que ele morreu . lembro-me que chorei muito nessa noite e no dia seguinte .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fahey . o génio . pintor das cordas de aço . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não pára de cair no esquecimento . há uma série de discos notáveis na obra dele que têm que ser ouvidos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da sua primeira fase - a mais sediada, formalmente, nas raízes do Delta Blues - &lt;b&gt;Blind Joe Death&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;The Transfiguration of Blind Joe Death&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Death Chants, Breakdowns &amp; Military Waltzes&lt;/b&gt; são brilhantes cantares de artérias cobertas de terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd500/d571/d571627y5kt.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da sua fase intermédia - a minha favorita -, com fortes influências do psych norte-americano e das ragas, &lt;b&gt;America&lt;/b&gt; e - o criminalmente sobreolhado - &lt;b&gt;Fare Forward Voyagers&lt;/b&gt; são discos belos e incríveis, assentes num discurso mais estendido e denso, sem Fahey nunca perder a sua pureza simples de coração, tantas vezes mascarada através do seu feitio acídico e falta de paciência para com coisas comezinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd100/d140/d140320nu2u.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, mais ou menos como Miles o fez um ano antes, desapareceu em '75 para voltar algo perdido no início da década de 80, altura em que a sua editora - Takoma - lhe foi tirada das mãos, devido a uma enorme quantidade de dívidas. Do trabalho de Fahey posterior ao seu período clássico [ 60s e 70s ] conheço pouco, sendo que &lt;b&gt;The Epiphany of Glenn Jones&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;Womblife&lt;/b&gt; têm momentos de real beleza. Vai sair nas próximas semanas o seu - primeiro - álbum póstumo, &lt;b&gt;Red Cross&lt;/b&gt;, que ainda não ouvi, parece seguir o trabalho que Fahey vinha a desenvolver com a guitarra eléctrica, depois de trinta anos sempre a depurar o seu trabalho nas cordas de aço da guitarra acústica. Como introdução parece-me bastante recomendável a colectânea dupla &lt;b&gt;Return of the Repressed: The John Fahey Anthology&lt;/b&gt;, editada há quase dez anos, que abrange todas as fases do seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda tentativa em formar uma editora, &lt;a href="http://www.revenantrecords.com"&gt;Revenant Records&lt;/a&gt;, continua a lançar uma série de música muito importante que tinha ficado perdida [ uma caixa vastíssima com 78s do Charley Patton ou &lt;b&gt;Nefertiti, the Beautiful One Has Come&lt;/b&gt; do Cecil Taylor, p.ex. ] e artistas novos, como a última banda preferida de Fahey, os nu-hippies - mais ou menos lavadinhos dos - No-Neck Blues Band. Pessoas como o Thurston Moore, Robbie Basho, ou, mais recentemente, Stephen Basho-Junghans continuam a alargar o legado de Fahey. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vão lá, por favor, ouvir o senhor, que ele nem agora, nem nunca, vos vai chamar. As pessoas que vão ter com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I Remember &lt;a href="http://www.johnfahey.com"&gt;Blind Joe Death&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-89630200?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89630200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89630200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#89630200' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-89586665</id><published>2003-02-23T06:24:00.000Z</published><updated>2003-02-23T07:47:40.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://photoarts.com/journal/romano/woodman/wood1.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Francesca Woodman&lt;/b&gt; . on being an angel #1&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-89586665?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89586665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89586665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#89586665' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5090613.post-89586481</id><published>2003-02-23T06:19:00.000Z</published><updated>2003-02-23T07:54:25.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>bom dia .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5090613-89586481?l=freiradadaista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89586481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5090613/posts/default/89586481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freiradadaista.blogspot.com/index.html#89586481' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16672941276981499087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
